sábado, 7 de maio de 2011

Alunos de Teatro do MOJI vão à Ouro Preto assistir peça de Teatro de Rua.

Neste sábado, dia 7 de maio, os alunos do grupo de Teatro do MOJI Itabirito e Catana se deslocaram em um ônibus especial até a cidade de Ouro Preto para assistirem a peça "O Cavaleiro Inexistente" do Grupo Teatral Mambembe.
O Grupo de teatro Mambembe que nunca subiu ao palco, dedica-se exclusivamente ao teatro de rua e sempre montam as suas peças através de adaptação de obras literárias. A Obra “O Cavaleiro Inexistente” é de Ítalo Calvino – um dos mais importantes escritores italianos do século XX - e traça um percurso crítico que aborda questões relativas à identidade, ao ser e não ser, existir e não existir, dilemas humanos que têm ensejado as mais diferentes expressões na vida e na arte.
A apresentação faz parte de um Projeto da UFOP que tenciona unir teatro e música - o que fica explicito em O Cavaleiro Inexistente - Peça bastante musicada onde se fundem a participação de diversos atores e cantores.
O Professor de Teatro Felipe ressaltou que é importante mostrar espetáculos de rua para seus alunos, uma vez que estes tipos de espetáculo são os de maior frequência dentro do grupo MOJI. Reafirmou a necessidade de uma voz mais firme, a importância da música dentro do espetáculo, a organização, e a simplicidade das coisas como o cenário e o figurino sem perder a beleza.

A ocasião ainda deu à oportunidade de alguns alunos que não conheciam, de conhecerem a cidade histórica Ouro Preto.


Subindo o Morro São Sebastião - Local de ocorrência do espetáculo.


fotos da apresentação "O Cavaleiro Inexistente"

MOJI com elenco de "O Cavaleiro Inexistente" - Grupo Mambembe,

Eu achei a apresentação muito expressiva, os atores são ótimos, foi muito artístico, apesar de termos que ter subido um morro grande debaixo de um sol forte, é como diz Hiltler: Fazemos tudo pela cultura. Valeu a Pena!” (Paulo Vitor Magalhães Mendonça – 17 anos – Aluno de Teatro do MOJI)



Assistam um pequeno pedaço da peça "O Cavaleiro Inexistente". 

terça-feira, 3 de maio de 2011

Parabéns Diego !



Parabéns por mais um ano de vida e dedicação ao grupo !
Sucesso, felicidades, saúde e paz são uns dos mais sinceros votos do grupo para você !
Feliz Aniversário.

domingo, 1 de maio de 2011

BAÚ DO MOJI


Para quem acompanha o MOJI desde os seus primeiros anos de existência, sabe que o grupo já realizou a encenação da Via Sacra, no ano de 2005. A cena feita, representava o trajeto de Jesus até a sua crucificação – naturalmente.

O grupo nessa época dispunha de um número inferior de homens do que o necessário para a realização da cena - era preciso mais dois atores para a representação dos guardas que acompanhavam e açoitavam Jesus enquanto Este carregava a cruz. Na incessante busca sem obtenção de êxito dos dois atores que faltavam, Valtenir, o ator que até hoje permanece no grupo e que na ocasião interpretava Jesus, já sem falta de opção, convidou dois amigos para os papéis – Rogério e Tiago. Os dois no mesmo instante, sem maiores discussões negaram a possibilidade, mas Valtenir se viu na obrigação de insistir, uma vez que se até mesmo os seus amigos negassem essa ajuda, mais ninguém no mundo poderia ajudá-lo. O primeiro amigo argumentou que não poderia fazer aquilo, pois era uma pessoa afastada das artes, já o segundo que não pode usar do mesmo argumento, visto que era músico, disse que não tinha vocação para o teatro.

Valtenir não satisfeito, continuou insistindo e explicou-lhes que não era nada difícil, não precisava para então aproximação com as artes e muito menos vocação para o teatro, nem mesmo tinha um texto para decorar, bastava apenas segui-lo fazendo o que os guardas fizeram quando Jesus teve que carregar a cruz até a crucificação. Claro, que por se tratar de uma encenação, o pobre coitado do ator, não sofreria as flagelações de fato sofridas por Jesus. Mas isso não ficou muito bem entendido pelos amigos, aliás, essa “ausência de entendimento” foi fundamental para aceitação da dupla.

O trio de amigos, a partir de então unidos, começaram a confecção dos figurinos, do chicote que seria utilizado pelos guardas – chicote esse que foi confeccionado com um cuidado especial para não machucar, ainda que o combinado fosse que as chicotadas fossem dadas na cruz.

E finalmente chegou o dia da apresentação, Valtenir – Jesus, começou sofrendo por ter que carregar uma cruz nada cênica, que devia ter os seus nada teatrais, VERDADEIROS 30 quilos e para completar, os dois queridos amigos, deram nós nas pontas dos chicotes, fazendo assim dos mesmos, instrumentos realmente violentos e as chicoteadas que deveriam ser dadas na cruz, foram dadas sem dó nas costas de Valtenir.

A encenação não teve como ficar mais real, resultando assim em vários comentários positivos da peça e sobretudo do ator que interpretou Jesus, que parecia estar mesmo sofrendo (que estava mesmo sofrendo.)

No entanto, felizmente a situação não foi motivo para destruir a amizade dos três, logo após a apresentação, eles riram juntos sobre o fato. E à nível de curiosidade, são grandes amigos até hoje.