sexta-feira, 18 de março de 2011

BAÚ DO MOJI


O Grupo caminha rumo ao aniversário de 10 aninhos e naturalmente o que não faltam nessa jornada são histórias. Dos mais variados tipos: pérolas, acontecimentos marcantes, grandes tragédias e alguns desastres, e como relembrar é viver, vamos reviver bons tempos que não voltam mais na nova seção do blog, nomeada como BAÚ DO MOJI.
Nessa primeira postagem, contaremos uma história mais recente, mas o objetivo é buscar cada vez mais nas profundezas, com pessoas que tiveram ligação com o grupo desde os seus primeiros anos.

Então, não muito distante, temos o ano de 2010, para sermos mais exatos o FINAL DO ANO DE 2010, a peça Radiola rendeu boas histórias ao grupo, além de uma interação que foi fundamental para uma maior aproximação dos integrantes. O que era para ser uma turnê da peça, assim como qualquer outra, tomou-se, sobretudo, uma grande aventura! Nós atores, cansados da semana, escola, trabalho, família, etc.. Vestíamos nossas roupas de guerra e seguíamos para ver o que teríamos pela frente nos finais de semana de apresentação que durou dois meses. As apresentações de RADIOLA se tornaram uma caixinha de surpresa, não podíamos imaginar o que iria acontecer, ainda bem... Dizemos isso, porque em uma das vezes, até fantasmas encontramos pelo caminho. O que talvez nos faria desistir se soubéssemos. O motorista da van contratada pela prefeitura para nos levar ao destino, ficou perdido e nos levou para o lugar mais macabro da região. O céu estava muito escuro, o lugar não tinha uma alma viva. Mentira! Havia sim, além de nós, tinha um cachorro e um monte de corujas, contamos também com as presenças de outro mundo, em uma das fotos tiradas, uma misteriosa “asa de anjo” apareceu ao fundo. E certamente, se ficássemos ali mais dez minutos, desceria uma nave espacial com ET's. Não é brincadeira! O lugar era realmente assustador. Por fim, nesse dia nem conseguimos apresentar, demoramos o dobro do tempo permitido para encontrar o verdadeiro (e pouco menos assombroso) lugar da apresentação (Ribeirão do Eixo) e o motorista queria voltar para Itabirito, ir em outra cidade buscar outra Cia de teatro para depois retornar e nos buscar, isso somaria tempo demais, e ficaríamos então cerca de duas horas desamparados no meio do nada. Felizmente chegamos inteiros em casa e estamos até hoje vivos, e com história para contar, além da amizade reforçada. Momentos de terror só podem ser vividos com bom humor se juntos de boa companhia, o que de fato, não faltou.

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